sexta-feira, 3 de setembro de 2010
Por que será que eu não aprendo nunca?
Por que deixo você chegar tão perto... só para fugir para mais longe? Eu estendo as minhas mãos e você ignora, o que eu faço? Cubro meus olhos, logo eu, que queria estar em casa, na minha cama, dormindo, ou ao menos tentando descobrir o que você fez comigo. Eu não posso mais, me entende?
Eu não suporto mais os meus olhos lacrimejarem todas as vezes que você vai embora. E todas as vezes que você vem para mim, eu sorrio feito uma boba, e fico brilhando como se você fosse a minha luz. Por que você faz isso?
Caminhar em uma estrada de volta para tempo algum, encontrar você quando o conheci, passar pela mesma rua, naquela mesma hora e... mudar de calçada só para não esbarrar em você. Queria sumir, desaparecer, só para que não me visse nunca mais. Ou para que eu não soubesse que existe. Mas espera. Eu preciso saber que você existe. Eu dependo tanto, mas não quero.
Eu sinto como se o meu brinquedo preferido tivesse quebrado. E não quero voltar à loja para comprar outro. Você é insubstituível.
Como se chegasse cansada de mais um dia difícil, corpo suado, aparência abatida, pernas e braços moles e... quando abro a geladeira, não encontro a garrafa d'água gelada.
É uma sensação tão vazia, como se só VOCÊ pudesse preencher. E como se não soubesse como fazer isso. Você é capaz? Nem eu sei. Mas sei que preciso e... não quero.
Entende? Pois nem eu. É gelo em água quente, é sorvete em dia de sol. Você me alivia, me cura, me completa. Do que eu preciso? Da minha outra parte que você carregou.
Eu só não quero estar no lugar mais bonito do mundo, com as luzes acesas(as do pôr do sol), com a água quente (a água do mar) e com o perfume perfeito (o das flores)... se você não estiver lá também. Consegue perceber? Você levou a minha alegria, a minha vontade. Por que não corre e traz de volta?
Eu só queria que entendesse o quanto eu odeio precisar de você, e o quanto eu queria olhar em seus olhos e sair correndo, rindo de tudo. Mas o problema é que não dá. Por que você faz isso hein? Eu odeio tanto. Odeio tanto o quanto eu preciso e sinto sua falta. Suma, por favor. Mas agora não. Me leve antes com você.
É como uma mensagem involuntária do meu cérebro burro, eu me acostumei. E agora, fique para sempre. Senão eu paro. Eu paro de viver.
Eu me tornei a mesma coisa para sempre, só falo de uma coisa, só respiro uma. Só sei uma. O que me tornei?
Nada sem você.
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