domingo, 15 de agosto de 2010

Brisa que tira a carência

Passos lentos, sinais de silêncio, escondo aqui um segredo. Disfarce, cautela, medo. Evito vestígios de um crime qualquer. Não há opção, será esta noite. Pularei a janela, preciso disso. Não sei o que pensa, mas penso que sei o que é melhor para nós. Ameaçará minha liberdade, colocará em dúvida qualquer expectativa que viriam a ter sobre mim. Sou segura do que faço, mas nem sempre faço o que é seguro. Desperta o coração, com constância, dia por dia, numa necessidade infinita de você. Bate o desejo da sua presença numa vontade que virou doença. Sou muito mais que Apenas eu, sou Eu e você. Penso para dois e não sobrevivo com metade de um coração. Já precisei que voltasse, abrisse a porta, e dissesse que sou um Amor para você, mesmo que não fosse um Grande Amor. Já me humilhei. Hoje faço pior. Pois é aqui que deixo esta página, e sigo nesta madrugada para uma noite que será nossa noite. Vendo seus olhos e te carrego num movimento involuntário, te roubo para mim. Os cadeados e as chaves, ninguém nunca encontrará, agora você está preso em/a mim. Fecho os olhos. E agora, de companhia tenho você e um sono incontrolável. Isso é um sonho?

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