sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Desfragmentando.

Seres humanos são bobos. Falam muito mais do que fazem. Querem ser amados antes mesmo de amar. E é só no ultimo suspiro que percebos o quanto erramos, o quanto podiamos ter feito difente, quantos abraços deixamos de dar. Por que não brincamos com a nossa prima mais nova que insistiu tanto. Por que não enfrentamos frandes partes de nossos medos, e não dizemos o quanto amamos o próximo. Porque achamos nossa melhor amiga linda, ou até o quanto adoramos estar do lado de quem nos ama. Não, eu não fiz nada disso e persisto em coloocar todos no meio. Mas é nas últimos batidas, no fim das pulsadas que percebemos o quanto fomos boboes em acreditarmos que seriamos eterno. Procuram por felicidade onde nunca encontrarão.
A felicidade pode estar em blusa da sorte. No almoço quentinho. No balanço enferrujado, no traseiro entalado no escorregador. Está no reflexo do espelho. No embalo charmoso do rabo do gato. No sofá aconchegante. Nos meus filmes preferidos. A felicidade está no passo – desastroso, ou não – de dança. No sorriso de uma criança. Na lua gigante, no céu. Está no banho de chuva. No abraço apertado. No olhar concentrado. Na afinidade reencontrada. A felicidade está na valsa silenciosa de minhas cortinas com o vento. Na empolgação que tenho com o início. Na música que eu ouço repetidamente durante o dia. No cheiro gostoso da chuva. No banho de água gelada. Nos sonhos de todas as noites. Está na piada sem graça, na pipoca sem sal. No berro descontraído. No pulo em uma poça d’água.
A felicidade está, definitivamente, em tudo.

Nenhum comentário:

Postar um comentário