sábado, 21 de agosto de 2010

O silêncio dos sentimentos é o pior barulho.


Como de costume minhas mãos estão frias. Estou perdida em um labirinto onde não sei o que pensar, menos ainda o que sentir. Minha alma sempre foi independente e sonhadora, meu coração sempre teve preguiça de se arriscar por amor. Não sou covarde, apenas cautelosa, não quero meu lençol inundado de lágrimas, como os das demais pessoas.
Gosto da vida que tenho, com dois amigos sinceros, um passado nada invejável, boas musicas, algumas ocupações para minha carência, não estou morta, apenas estou aguardando, não sei o que, sei que estou aguardando, mas é uma espera como aquelas onde o dia esta quente demais e você deseja a chuva pra  se embreagar com sua beleza, como se fosse uma criança que não se preocupa se o sapato vai estragar com a toda aquela água do céu ou se o cabelo ficara feio, menos ainda se irar se resfriar e assim ficar indisposto para a semana cheia de compromissos que virá, ficando deitada em sua cama remoendo arrependimentos.
Nasci com o castigo ou dádiva de uma memoria traiçoeira, ela é muito esquecida e quando se lembra de algo ou alguem, sempre faz o favor de se lembrar de pessoas que tem motivos suficientes para não estarem no meu presente, as mesmas pessoas que me causam as lembranças amargas, aquele tipo de lembrança onde você desejaria a aminésia, ao invás de té-las.
Assim minhas memorias me levam para a intensa lembrança, que até sinto as lágrimas rasgarem minha alma, fecho os olhos para as lágrimas não escorrerem, mas são tão fortes que passam pelos cantos, como uma forte tempestade que inunda toda uma cidade, e é assim que fica minha face, a mesma face que tem a capacidade de sorrir para todos, enquanto não há fôlego em meus pulmões.


ps1: Este texto é da Paloma Campos.
ps2: Fiquei loucamente fascinada por ele, resolvi publicar.
ps3: Espero que gostem.
ps4: Me identifiquei com várias partes do texto.
ps5: Essa foto é a AVRIL RAMONA LAVINGE; mais PERFEITA não existe.

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